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domingo, 25 de novembro de 2007

Quem tem boca fala o quer!


Marilene Felinto em seu texto a TV que não a morrer faz uma grande crítica as emissoras de televisão, aos jornais e revistas, ela cita o exemplo do acidente que ocorreu com o avião da TAM, ela considera a maneira como foi veiculada a notícia como politicagem oportunista, espetacularização da dor alheia e uma tentativa de manchar a imagem do governo Lula. Além do despreparo de um dos jornalistas ao fazer a cobertura ao vivo.

Segundo Marilene a televisão é uma mídia da indústria cultural que manipula o conteúdo, que impõe ao telespectador o que consumir.
Ela cita também que prefere o esquecimento e que escreve para si mesma, assim não se sente refém de nada nem ninguém; os meios de comunicação pelo seu ponto de vista não ajudam as pessoas a refletir sobre a vida, o tempo, as condições em que vivem.

Não acredito que seja assim, há muitas opções na TV aberta, cada telespectador consome o que quer, o que mais agrada, a manipulação que o veículo Globo faz é feita por vários outros às vezes em proporções bem maiores, as pessoas que assistem e dão audiência, eu imagino que entendam aquilo como reflexo do que eles também pensam, ou não.

Em seus textos Marilene escreve com muita liberdade, mas um texto como este pode ser passivo de processo, porque além de citar nomes, ela utiliza palavras de baixo calão para expressar sua revolta e caso a autora não tenha provas das denúncias que faz, ela também pode ser processada.


Tielli Lopes

Audiência traz Faturamento


A matéria da revista Carta Capital em Outubro de 2007 – Colosso. Não mais Impávido - mostra a briga pela audiência entre as emissoras de televisão. A perda de audiência da grande Rede Globo e a elevação da audiência da emissora de Edir Macedo, Record. A Globo exporta muitas telenovelas e entre as emissoras dos Brasil é a que tem a maior audiência.

Quando o assunto é faturamento ela continua em destaque, mas agora perdendo parte de seus telespectadores e anunciantes para a Record. O texto cita os horários de maior audiência, os valores dos comerciais exibidos nos intervalos de novelas e na programação diária das emissoras, mostra alguns gráfico de audiência de anos anteriores comparados com o deste ano. Mostra curiosamente a semelhança das emissoras.

A televisão tem muita influência na sociedade hoje, está na casa das pessoas e de graça. Elas consomem o produto televisão, os programas, os canais, os comerciais, para alguns muitas vezes é um meio atualização, em vez de ler o jornal que é mais trabalhoso e sem a imagem “viva” que a televisão traz.

As pessoas além de se identificarem com os programas, às vezes por viverem situações parecidas com as que elas assistem ali, passam a formar a sua personalidade ou a ter valores baseados naqueles da novela ou daquela série interessante. Isso realmente acontece e quem deve filtrar o que é bom ou não para consumir é o telespectador, essa idéia de consumo deveria fazer com que a responsabilidade social da emissora tivesse um tipo de auditoria do povo, mas será isso fosse possível?


Tielli Lopes

sábado, 3 de novembro de 2007

Pega um – Pega Geral


Inspirado no livro Elite da Tropa (2006) escrito pelo antropólogo Luiz Eduardo Soares.



Com o alto orçamento de 10,5 milhões de reais, Tropa de Elite foi comercializado três meses antes de sua data de estréia (que seria em Novembro). O filme é baseado na atuação do Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar (BOPE).
Segundo uma matéria da Revista Carta Capital de Setembro deste ano, uma investigação policial foi aberta, há suspeita de um possível envolvimento de um ator coadjuvante do filme; um funcionário da empresa de tradução e legendagem (Drei Marc) foi indiciado. O operador de som da empresa foi identificado como o autor das primeiras três cópias não autorizadas, ele disse a polícia que não teve motivação de lucro, mas que fez a cópia para um amigo, amigo este que se chama Alexandre Mofati, que por coincidência interpreta no filme o Capitão Carvalho, um policial do BOPE.
Se o caso for interpretado com intuito de lucro, o responsável pode pegar uma pena de até quatro anos de prisão por violação de direitos autorais.
Em 24 de Agosto o filme foi adicionado no site de vídeos YouTube em dez partes de quase dez minutos, a primeira parte foi visitada 50 mil vezes em menos de duas semanas, foi retirado do ar no dia 05 de Setembro.
Embora o filme tenha sido disseminado de forma ilícita, teve com isso uma repercussão ainda maior. Indiretamente essa ação serviu para que Tropa de Elite fosse um sucesso de bilheteria.


Por Tielli Lopes