Veja o mundo por outras perspectivas

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

sábado, 6 de junho de 2009

"Sou feliz por enxergar o mundo através da escotilha de meu veleiro. Como não consigo mudar os ventos eu ajusto as velas para não sair da minha rota, aportando onde tenho amigos e em lugares que me fazem bem".

domingo, 14 de setembro de 2008

domingo, 13 de julho de 2008

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Sobre a morte e o morrer


"A vida, ao contrário da morte é mais sólida, é mais firme, a vida pertence ao verbo "ser", a vida é sempre alguma coisa, a vida não escapa, a vida fica e permanece."

"Pensar a vida é mais palpável"

Dissertação de Ms. R. T.





sábado, 14 de junho de 2008

Ritos de Passagem

Um novo emprego, uma nova graduação, novas escolhas. Neste momento começo de novo e começar de novo não é o mesmo que começar outra vez. Começar outra vez é repetição, começar de novo tem caráter de novidade, uma nova fase vem se colocar quando o desfecho preenche a primeira situação.

Por experiência adquirida percebemos que as coisas passam com tempo, tudo passa, mas tudo não volta para o mesmo lugar, e este não voltar para o mesmo lugar é uma oportunidade para começar de novo e não meramente outra vez. Com isso, carregamos lembranças boas ou não das coisas, das pessoas ou de vivências que tivemos.
Poder resgatar a experiência do que foi vivido, sem esvaziar o passado, nos torna mais capazes de ouvir quando o outro fala. Mesmo que esta fala seja a morte de uma paixão, a troca de um emprego, uma desilusão. Aquilo que no desfecho se dá, ainda que seja o abandono, é a oportunidade de compreensão de alguma coisa que, de fato, se deu. A aceitação da incompreensão é essencial para superarmos esse desenvolvimento constante que é a nossa questão existencial. Ilusão, finalidade e desfecho estão profundamente ligados, e a eliminação de um altera o outro. Uma ilusão precisa de um desfecho, quando uma ilusão se "des-fecha" ela ilumina a realidade.

Essa preocupação em encontrar utilidade para as coisas, para as pessoas, essa racionalização de comportamentos - nossos ou não, essa tendência à interpretação da vida não cabe no existir humano, o existir é a fala do que se mostra, o ser humano é falta, vazio, culpa, buraco, fragilidade, ausência, nada, rasgo, doença, dor, sofrimento, incomodo e transição.
Tielli Lopes

sábado, 26 de abril de 2008

Vício em internet pode ser comparado a dependência química

As redes sociais virtuais tornaram-se uma febre na última década. Os sites de relacionamento, as comunidades virtuais, os chats e second life podem aumentar o risco de problemas relacionados à saúde física e mental. A febre é tão grande que no Brasil o site de relacionamento Orkut contava 24.359.314 usuários em 2006, dos quais 64,43% eram brasileiros. Os dados estão em artigo de Ivelise Fortim publicado no livro Psicologia e Informática, do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, em 2006.

Em alguns casos as redes sociais virtuais podem deixar de ser apenas um passatempo para as horas vagas e podem se tornar uma doença patológica. Só em São Paulo há dois centros de tratamento para esse tipo de dependência, o Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes, da Universidade Federal de São Paulo e a Clínica do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade de São Paulo.

Segundo a psicóloga Roze Cléia de Melo Amorim, o que determina o vício é a qualidade do uso da internet. Ou seja, usos associados a trabalhos e pesquisas neste mecanismo não são considerados como vícios, mesmo que alguns profissionais dediquem tempo excessivo diante do computador. O que tipifica o indivíduo considerado dependente da internet é a interferência deste mundo virtual em sua vida social. Ele passa a dedicar praticamente todo o seu tempo ao computador e fica solitário, agitado, tenso e deprimido, se isola da família e dos amigos. O dependente cria um universo paralelo, podendo até deixar de se relacionar com as pessoas ao seu redor.

O tratamento para este tipo de distúrbio pode ser feito com autodisciplina, terapia psicológica, mas pode incluir a administração de calmantes e antidepressivos, sob orientação médica adequada. O tratamento só passa a ter resultados positivos a partir do momento em que o indivíduo reconhece e aceita a dependência.

Tielli Lopes

domingo, 20 de abril de 2008

domingo, 13 de abril de 2008

Do ar até o arterial


Quando não tenho inspiração para escrever, busco com muita criatividade algo que leve a reflexão tanto quanto um texto opinativo ou qualquer reportagem, artigo que tape o buraco, embora eu tenha consciência sobre as duas únicas pessoas que às vezes passam por aqui (Denise e Diego) e perdem seus preciosos momentos para ler tanta bobagem. Entretanto, com uma experiência incrível que tive a pouco, que me fez refletir sobre a vida e o modo como vivenciamos cada momento dela. Tive alguns entusiasmos poéticos, mas como um ser errante - obviamente não postarei sobre mim, mas deixo o texto para reflexão, uma música que se chama Mantra, de Nando Reis.

Hare Krishna!

Tielli Lopes

MANTRA

Quando não tiver mais nada
Nem chão, nem escada
Escudo ou espada
O seu coração acordará

Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência adormecerá

E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar, no mesmo quintal
Da alma ao corpo material

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama RamaHare Hare

Quando não se tem mais nada
Não se perde nada
Escudo ou espada
Pode ser o que se for livre do temor

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama RamaHare Hare

Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá para dar amor

Amor dará e receberá
Do ar, pulmão; da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão do templo espiral

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare

Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá para dar amor

Amor dará e receberá
Do ar, pulmão; da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão do templo espiral

Amor dará e receberá
Do braço, mão; da boca, vogal
Amor dará e receberá
Da morte o seu guia natal

(adeus dor...)



domingo, 16 de março de 2008

CET vai regulamentar procedimentos financeiros





O Custo Efetivo Total tem o objetivo de regulamentar os procedimentos adotados por instituições financeiras e sociedades de arrendamento mercantil que trabalham com operações de crédito e de arrendamento mercantil financeiro para pessoa física. Agora ficou mais fácil para o cliente saber exatamento o que está contratando.


Desde 03 de Março de 2008 segundo a resolução 3517 do Banco Central do Brasil (BACEN) todos os clientes ao simular ou formalizar operações de crédito devem ser informados sobre a taxa de juros mensal e o custo efetivo total anual da contratação. Lembrando que em uma simulação comum de crédito pessoal, até março deste ano o cliente não era informado sobre o valor total financiado e sim sobre o valor da contratação.

O CET inclui a taxa de juros (valor percentual cobrado pela concessão do crédito ao cliente), TAC (Tarifa de Abertura de Crédito, cobrada pelos custos operacionais para abertura do crédito solicitado), IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras, recolhido pelo governo (Passou de 0,0041% a 0,0082% e alíquota de 0,38% com o fim da CPMF), TME (Tarifa de Manutenção de Empréstimo, cobrada em cada parcela do empréstimo), Seguro Prestamista (garante a quitação do saldo devedor do contrato de crédito pessoal em caso de morte).

No cálculo do CET não é considerado o índice de preços, taxas flutuantes ou outros referenciais de remuneração cujo valor sofre alteração no decorrer do prazo da operação.



Tielli Lopes

sexta-feira, 7 de março de 2008

Você sabe o que é Meme?


Se não fosse minha querida amiga Dê acredito que eu nunca saberia. Meme é aquela enquete que na escola a gente passava para os amigos responderem e depois a gente lia como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Dê, postei aqui também..



Uma paixão: duas, três, quatro..Uma hora: a de dormir
Um astro: sol???.. neh?!
Um móvel: auto! Quer mais comodidade? hehe
Um líquido: água – básico!
Uma pedra preciosa: Diamante com certeza!
Uma árvore: a de bucha
Uma flor: rosa vermelha
Um animal: nossa, não gosto de animais! Serve Borboleta?
Uma cor: lilásUma música: fato consumado – Djavan “No fundo eu julgo o mundo, o fato consumado e vou embora, não quero mais de mais a mais me aprofundar nessa história, arreio os meus anseios, perco o veio e vivo de memória, eu quero é viver em paz..”
Um livro: Cem Anos de Solidão – Gabriel García Márquez
Uma comida: San Remo
Um lugar: Praia
Um verbo: viver Uma expressão: Putz! Uau....
Um mês: FevereiroUm número: 25 que somado dá 7 pra mim completo!
Um instrumento musical: rabeca.. rsrs
Uma estação do ano: Outono
Um filme: Putz! Antigo hein... “Lendas da Paixão”

domingo, 13 de janeiro de 2008

Exploração Sexual Infantil


Através de uma pesquisa realizada pela Unicef e a Universidade de Brasília, apresentada pelo governo federal.
Concluiu-se que 937 cidades do país, possuem registros alarmantes de prostituição infantil.
A pesquisa mostra que são utilizadas 240 rotas para o tráfico nacional e internacional da exploração sexual.
Considerando em primeiro lugar a região Nordeste com 298 municípios, mostrando a desigualdade social como principal motivo. Em segundo lugar a região Sudeste com 241 cidades. Em terceiro lugar o Sul com 162 municípios.
Com 127 cidades fica em quarto lugar o Centro-oeste e em quinto lugar o Norte com 109 cidades.
A exploração sexual é o terceiro mais rentável comércio mundial, perdendo somente para os fabricantes de armas e do narcotráfico. Tendo esse panorama, o Brasil buscou estreitar entendimentos com os governos da Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai e Venezuela para tomar medidas que permitam erradicar a prostituição sexual nas zonas fronteiriças.
Organizações não-governamentais calculam que aproximadamente 100 mil crianças sofrem violência sexual ou vendem seus corpos nas ruas. Elas são exploradas por adultos que muitas vezes não recebem advertências ou punições.
No Brasil os acusados de lenocínio e de pedofilia podem pegar penas que variam entre quatro e dez anos de prisão.
Recentemente, foram divulgados pela universidade de Brasília os resultados do Estudo Analítico de Enfrentamento da Exploração Sexual no Brasil (UNB). No estudo, consta uma lista que compreende 930 municípios brasileiros e, dentre estes, incluem-se Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba e Arujá como áreas onde existe exploração sexual de menores.
Entre todas as cidades apontadas, 93 estão no estado de São Paulo. Foram levantadas quatro modalidades de exploração de menores: tráfico para fins sexuais, pornografia infantil, turismo sexual e prostituição.
As cidades da região do Alto Tietê que constam na lista do Estudo foram identificadas na modalidade prostituição.

domingo, 6 de janeiro de 2008

A Rede


Nenhum aquário é maior do que o mar
Mas o mar espelhado em seus olhos
Maior, me causa um efeito
De concha no ouvido, barulho de mar
Pipoco de onda, ribombo de espuma e sal


Nenhuma taça me mata a sede
Mas o sarrabulho me embriaga
Mergulho na onda vaga
Eu caio na rede
Não tem quem não caia
Às vezes eu penso que sai dos teus olhos o feixe
De raio que controla a onda cerebral do peixe


Nenhuma rede é maior do que o mar
Nem quando ultrapassa o tamanho da Terra
Nem quando ela acerta, nem quando ela erra
Nem quando ela envolve todo o planeta
Explode, devolve pro seu olhar
O tanto de tudo que eu tô pra te dar
Se a rede é maior do que o meu amor
Não tem quem me prove


Às vezes eu penso que sai dos teus olhos o feixe
De raio que controla a onda cerebral do peixe
Se a rede é maior do que o meu amor, não tem quem me prove
Eu caio na rede, não tem quem não caia.....

sábado, 22 de dezembro de 2007

Educa-Cão Brasileira


Como os Universitários estão falando? Claro que podemos entender que o nosso sistema de códigos usado para facilitar o entendimento do nosso grupo social não é dos mais simples, ele tem uma variação de acordo com a idade, cultura, posição social, profissão, circulo de amigos e afins; a nossa linguagem determina nosso estilo, é a nossa forma de expressão pessoal.

Naquela conversa informal com os amigos no final de semana é até comum ouvirmos um NÓIS VAI, NÓIS VEM (risos – suspiro), mas será mesmo que as pessoas utilizam esta linguagem porque simplesmente naquele momento o “português correto” não é cobrado ou por que elas realmente não sabem falar português? E quando pensamos em língua escrita? E essa história de que linguagem de internet é diferente (dizem que é diferente porque facilita o entendimento) Que entendimento? Será que as pessoas não sabem reproduzir graficamente a língua falada?

É possível um universitário (Subentende-se que este tenha o mínimo de conhecimento das disciplinas fundamentais, bem como português, biologia, química, história, geografia, física e matemática) possa cometer erros “graxos” de português e afins? – Faça uma enquete tendo como base qualquer disciplina fundamental e perceberá a calamidade educacional brasileira.

Além dos alunos com suas famosas pérolas que cursam não sei o quê nas escolas públicas do governo (onde ninguém pode fazer nenhum tipo de pesquisa sem autorização e sem que antes o resultado seja rigorosamente avaliado pelo poder centralizado) os professores não dominam ao menos as disciplinas que lecionam... IIIIIIIIIncrível!!! Graduados, servidores do Estado – E verdadeiras “mulas” com o mínimo de conteúdo decorado. Quanto torpor!
“Ah! Mas o Brasil agora é Bric!”


Tielli Lopes

domingo, 25 de novembro de 2007

Redação? Jornalismo Investigativo? Pesquisa Científica?


Talvez a minha dúvida seja a mesma de vários estudantes de jornalismo. Depois de um ano de cursinho pré-vestibular e a Universidade de São Paulo um pouco longe dos meus planos de graduação. Prestei UMC e me tornei a mais nova “bixete” de Comunicação Social da Universidade de Mogi das Cruzes. Escolhi Comunicação Social porque me achava “comunicativa”, falante até demais, me identificava com o curso pela personalidade e não pela vontade de ser comunicóloga. Então no segundo ano de comunicação optei por Jornalismo, nas aulas de Linguagem Radiofônica com o Haisem Abaki me encantei pelo rádio (até pensei em trancar jornalismo e estudar RTV).

Agora no 4° semestre e em outra universidade ainda tenho dúvidas em relação ao que realmente quero fazer; ao conhecer um pouco do que é o jornalismo tive vontade de trabalhar na redação de uma revista semanal ou um jornal diário, hoje exatamente no meio do caminho não sei ainda por onde começar, gosto bastante de jornalismo investigativo, embora conheça os riscos desta escolha, gosto de pesquisa científica, mas será possível me sustentar financeiramente fazendo pesquisa?

Quanto aos próximos cinco anos, não consigo traçar o plano de ação neste momento, mas não absorvo minhas dúvidas como algo a me prejudicar, e sim como um passo que devo dar e poder refletir lá na frente sobre as escolhas que fiz. Como já disse nosso querido Carlos Drummond de Andrade: “...Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio caminho.”.


Tielli Lopes

Calendário do Poder


Neste texto Frei Betto faz a divulgação do seu novo livro Calendário do Poder, neste livro ele conta como é o dia-a-dia do poder em seus dois anos de trabalho no governo Lula. Avaliando o primeiro mandato do governo, ele cita os governantes como empregados do povo e que na condição de chefes devemos cobrar, exigir deles o que achamos certo.

Neste pequeno texto ele defende o governo Lula, declara que foi feliz nos dois anos de governo. Compara o prestígio do programa Fome Zero ao de uma grife, onde o Planalto não soube entender o potencial do projeto o que o reduziu ao bolsa família.

Quando se fala em poder nós imaginamos logo um policial de elite, um político bem sucedido, ou alguém com bastante dinheiro. Mas será que só quem tem dinheiro tem poder? Só o político tem poder? O que entender como poder?

Poder: Ter a faculdade de; ter possibilidade; dispor de força ou autoridade; conseguir; possuir força física ou moral; ter influência, validade.
Acredito que nós entendemos o poder como tudo aquilo que nos força a fazer algo que não faríamos; nos faz seguir regras estabelecidas, nos impõe o que é certo e errado.

Ao aceitar o dinheiro como forma de poder, nós entendemos os impostos pagos ao governo como dinheiro do povo, logo o poder é do povo.
Temos poder de decisão, ao votar, ao manifestar nossas idéias sejam em movimentos organizados ou escrevendo para quem quiser ler, quando a vontade de mudar algo acontece em unanimidade o poder torna-se da maioria.


Tielli Lopes

Quem tem boca fala o quer!


Marilene Felinto em seu texto a TV que não a morrer faz uma grande crítica as emissoras de televisão, aos jornais e revistas, ela cita o exemplo do acidente que ocorreu com o avião da TAM, ela considera a maneira como foi veiculada a notícia como politicagem oportunista, espetacularização da dor alheia e uma tentativa de manchar a imagem do governo Lula. Além do despreparo de um dos jornalistas ao fazer a cobertura ao vivo.

Segundo Marilene a televisão é uma mídia da indústria cultural que manipula o conteúdo, que impõe ao telespectador o que consumir.
Ela cita também que prefere o esquecimento e que escreve para si mesma, assim não se sente refém de nada nem ninguém; os meios de comunicação pelo seu ponto de vista não ajudam as pessoas a refletir sobre a vida, o tempo, as condições em que vivem.

Não acredito que seja assim, há muitas opções na TV aberta, cada telespectador consome o que quer, o que mais agrada, a manipulação que o veículo Globo faz é feita por vários outros às vezes em proporções bem maiores, as pessoas que assistem e dão audiência, eu imagino que entendam aquilo como reflexo do que eles também pensam, ou não.

Em seus textos Marilene escreve com muita liberdade, mas um texto como este pode ser passivo de processo, porque além de citar nomes, ela utiliza palavras de baixo calão para expressar sua revolta e caso a autora não tenha provas das denúncias que faz, ela também pode ser processada.


Tielli Lopes

Audiência traz Faturamento


A matéria da revista Carta Capital em Outubro de 2007 – Colosso. Não mais Impávido - mostra a briga pela audiência entre as emissoras de televisão. A perda de audiência da grande Rede Globo e a elevação da audiência da emissora de Edir Macedo, Record. A Globo exporta muitas telenovelas e entre as emissoras dos Brasil é a que tem a maior audiência.

Quando o assunto é faturamento ela continua em destaque, mas agora perdendo parte de seus telespectadores e anunciantes para a Record. O texto cita os horários de maior audiência, os valores dos comerciais exibidos nos intervalos de novelas e na programação diária das emissoras, mostra alguns gráfico de audiência de anos anteriores comparados com o deste ano. Mostra curiosamente a semelhança das emissoras.

A televisão tem muita influência na sociedade hoje, está na casa das pessoas e de graça. Elas consomem o produto televisão, os programas, os canais, os comerciais, para alguns muitas vezes é um meio atualização, em vez de ler o jornal que é mais trabalhoso e sem a imagem “viva” que a televisão traz.

As pessoas além de se identificarem com os programas, às vezes por viverem situações parecidas com as que elas assistem ali, passam a formar a sua personalidade ou a ter valores baseados naqueles da novela ou daquela série interessante. Isso realmente acontece e quem deve filtrar o que é bom ou não para consumir é o telespectador, essa idéia de consumo deveria fazer com que a responsabilidade social da emissora tivesse um tipo de auditoria do povo, mas será isso fosse possível?


Tielli Lopes

sábado, 3 de novembro de 2007

Pega um – Pega Geral


Inspirado no livro Elite da Tropa (2006) escrito pelo antropólogo Luiz Eduardo Soares.



Com o alto orçamento de 10,5 milhões de reais, Tropa de Elite foi comercializado três meses antes de sua data de estréia (que seria em Novembro). O filme é baseado na atuação do Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar (BOPE).
Segundo uma matéria da Revista Carta Capital de Setembro deste ano, uma investigação policial foi aberta, há suspeita de um possível envolvimento de um ator coadjuvante do filme; um funcionário da empresa de tradução e legendagem (Drei Marc) foi indiciado. O operador de som da empresa foi identificado como o autor das primeiras três cópias não autorizadas, ele disse a polícia que não teve motivação de lucro, mas que fez a cópia para um amigo, amigo este que se chama Alexandre Mofati, que por coincidência interpreta no filme o Capitão Carvalho, um policial do BOPE.
Se o caso for interpretado com intuito de lucro, o responsável pode pegar uma pena de até quatro anos de prisão por violação de direitos autorais.
Em 24 de Agosto o filme foi adicionado no site de vídeos YouTube em dez partes de quase dez minutos, a primeira parte foi visitada 50 mil vezes em menos de duas semanas, foi retirado do ar no dia 05 de Setembro.
Embora o filme tenha sido disseminado de forma ilícita, teve com isso uma repercussão ainda maior. Indiretamente essa ação serviu para que Tropa de Elite fosse um sucesso de bilheteria.


Por Tielli Lopes


sábado, 27 de outubro de 2007

"A Ciência do Homem" - Argonautas do Pacífico Ocidental

O que me interessa realmente no estudo do nativo é sua visão das coisas, sua Weltanschauung, o sopro de vida e realidade que ele respira e pelo qual vive. Cada cultura humana dá a seus portadores uma visão do mundo definida, um certo gosto pela vida. Nas viagens pela história humana e pela superfície terrestre, é a possibilidade de ver a vida e o mundo de vários ângulos, peculiar a cada cultura, que sempre me encantou mais que tudo, e me despertou o desejo sincero de penetrar noutras culturas, compreender outros tipos de vida.
Deter-se por um momento diante de um fato singular e estranho; deleitar-se com ele e ver sua singularidade aparente; olhá-lo como uma curiosidade e colecioná-lo no museu da própria memória ou num anedotário – essa atitude sempre me foi estranha e repugnante. Algumas pessoas são tão incapazes de captar o significado íntimo e a realidade psicológica de tudo que, numa cultura diferente, é superficialmente estranho e incompreensível à primeira vista. Essas pessoas não nasceram para ser etnólogos. É no amor pela síntese final adquirida pela assimilação e compreensão de todos os itens de uma cultura e, ainda mais, no amor pela variedade e independência de várias culturas que está o teste do verdadeiro profissional da autêntica Ciência do Homem.
Há, porém, um ponto de vista mais profundo ainda e mais importante do que o desejo de experimentar uma variedade de modos humanos de vida, e que é o desejo de transformar tal conhecimento em sabedoria. Embora possamos, por um momento, entrar na alma de um selvagem e através de seus olhos ver o mundo exterior e sentir como ele deve sentir-se ao sentir-se ele mesmo – nosso objetivo final ainda é enriquecer e aprofundar nossa própria visão do mundo, compreender nossa própria natureza e refiná-la, intelectual e artisticamente. Ao captar a visão essencial dos outros, com a reverência e verdadeira compreensão que se deve mesmo aos selvagens, estamos contribuindo para alargar a nossa própria visão. Não podemos chegar à sabedoria final socrática de conhecer-nos a nós mesmos se nunca deixarmos os estreitos limites dos costumes, crenças e preconceitos em que todo homem nasceu. Nada nos pode ensinar melhor lição nesse assunto de máxima importância do que o hábito mental que nos permite tratar as crenças e valores de outro homem do seu próprio ponto de vista. E mais: nunca a humanidade civilizada precisou dessa tolerância mais do que agora, quando o preconceito, a má vontade e o desejo de vingança dividem as nações européias, quando todos os ideais estimados e reconhecidos como as mais altas conquistas da civilização, da ciência e da religião, são lançados ao vento. A Ciência do Homem, em sua versão mais refinada e profunda, deve levar-nos a um conhecimento assim, à tolerância e a generosidade, baseados na compreensão dos pontos de vista de outros homens.
O estudo da etnologia – tão frequentemente encarado por seus próprios discípulos como uma ociosa procura de curiosidades, por um passeio entre as formas selvagens e fantásticas de “costumes bárbaros e superstições cruéis” – pode tornar-se uma das disciplinas mais profundamente filosóficas, esclarecedoras e dignificantes da pesquisa científica. Infelizmente o tempo é curto para etnologia, e talvez esta verdade de seu real significado e importância não seja reconhecida antes que seja tarde demais.



MALINOWSKI por Tielli Lopes